Debaixo dos lençóis da madrugada

08 de Agosto de 2011 Alexandrino Contos Eróticos 4184

Reportagem especial (UOL)
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Estava escuro, não dava para ver nada, apenas sentir. Era inútil tentar ver alguma coisa, pois o que se via com os olhos abertos era o mesmo que se via com os olhos fechados. Meu corpo estava repousando, abatido pelo cansaço diário da rotina.

Passam-se oito minutos, todo meu corpo dorme menos a cabeça que ainda fumegava na teia dos pensamentos afins: uma idéia que puxa uma reflexão, que puxa outro pensamento, que me faz recordar a infância, que me lembra um filme, que me lembra um momento, etc. E o tão aguardado sono ainda não paira sobre a minha consciência.

Os oito minutos viram vinte, trinta, e minha cabeça ainda se põe a cogitar o óbito da bezerra. É uma agonia terrível não obter descanso num momento em que ele é tão aclamado. Desisto! Levantei-me e fui ao encontro de um copo de água fria. Nesse momento que em fui abrir a porta da geladeira senti como se um vulto passeasse pela sala, logo eu que tanto tenho vontade de ver uma visagem. Sempre me dava nos nervos quando alguém vinha me contar experiências sobrenaturais e eu não tinha uma sequer pra contar, o máximo que eu via e ouvia eram os gatos passeando pelo telhado e miando à procura de sexo. Fui fazer contato com a suposta entidade, mas o que consegui foi tropeçar no ventilador. Voltei a minha cama.

Algo mais estranho ocorrera ao me deitar: o espaço da minha cama parecia reduzido, havia algo quente junto a mim, um calor externo que me envolvia nas suas extensões que se mesclava ao meu impetuosamente, sem se importar com as conveniências culturais. Eu era completamente tomado, como se fora arquitetada uma campanha de guerra para me invadir e libertar minhas vontades prisioneiras.
Silencio... Nenhum ruído, apenas suor e movimento. Eu me contorcia como uma cobra esmagando os ossos de um rato, mas na verdade eu era esmagado por aquela manifestação de afeto, que envolvia minhas formas nas suas, encaixando-se em mim deixando pouquíssimas lacunas.

Depois comecei a pensar na possibilidade dessa coisa toda ser real, pois eu estava experimentando coisas que eu não possuía na minha biblioteca de sensações testadas. Normalmente se desenvolve a habilidade de usar a imaginação e as mãos para reproduzir essas sensações, podendo a visão ser dispensável.

Eu estava úmido, as costas encharcadas de tal modo que escorria em gotas. Eu continuava totalmente tomado por aquela seqüência periódica de movimentos frenéticos que me sugava as forças até exaurir meu fôlego, o ar no pulmão ficava insuficiente para atender aquele dispêndio de energia do meu organismo.

Começava a ficar frio lá fora, a chuva começava finalmente a romper com o silêncio, mas não foi capaz de esfriar aquele o sistema binário que se manifestava sobre minha cama, do qual eu fazia parte.
Junto ao barulho da chuva, duas vozes arfavam sílabas e interjeições, a maioria delas sem significados claros. Eu vibrava com aquela porção de carne mole e úmida percorrendo a periferia do meu rosto até chegar ao meu pescoço, era como uma lesma veloz me deixando rastros. Eu apalpava fartas protuberâncias e escorregava minhas mãos aos vales que transpiravam e exalavam um cheiro forte de lascívia. Meus dedos tateavam as formas mais ocultas que se ofereciam a mim naqueles movimentos, se deleitando com as formações montanhosas do planalto central que balançavam rente os meus lábios naquela trepidação que me esmagava e me engolia.

O piado da cama ficava cada vez mais alto, eu já não governava mais nada, tudo ocorria espontaneamente sem que eu tivesse que me esforçar. Parecia uma aranha de dez pernas me enrolando na sua teia e me levando para o seu banquete de moscas mumificadas. As vozes junto ao piado faziam cada vez mais ruídos, mas as vozes agora eram inteligíveis e claras, não eram mais sílabas, eram palavras nítidas, nem eram mais interjeições, eram verbos e pronomes. O atrito era enorme, e os sussurros cada vez mais altos e espremidos, esfaqueavam o silêncio da chuva que agora estava mais fraca, se resumindo agora a um suave sereno.

Enquanto a chuva se aquietava, meu corpo fervia com a luxúria que já estava terrivelmente acesa. Eu realmente desconhecia aquelas sensações oriunda do olfato e do tato. Era a primeira vez que experimentava aquilo, era algo deslumbrante pra mim e fazia os meus mínimos pelos arrepiarem. Era algo quase transcendental e agonizante, me sentia selvagem, primitivo e insano, porque me fazia regredir a ânsia de meus ancestrais irracionais. Eu tinha consciência daquilo, mas meu raciocínio parecia suprimido e limitado, por mais que eu me esforçasse.
A outra voz ficava cada vez mais aguda e asmática, e aquelas reentrâncias se tornavam cada vez mais ferozes, beirando o animalesco. Tudo aquilo me deixava embriagado, e me perdia cada vez mais penetrando as cavidades, totalmente absorto. Meus sentidos estavam todos empenhados naquela peleja, tanto que não conseguia mais perceber nada que fosse externo.

Algo nas minhas entranhas começava a culminar, e ansiava por abandonar meu corpo. Em grossos jatos nervosos e desordenados o líquido foi expulso de mim. Eu me deleitava com aquela expressão liquefeita do meu orgasmo. Era como o ápice da montanha-russa, uma queda delirante que apagava da consciência todo desprazer.

Depois de toda essa confusão que se passara em mim, meu colchão ficou grande e vazio. Eu recuperei a noção, ouvindo o estalar de ossos deixando minha cama, junto com o calor e as extensões.


Reportagem especial (UOL)
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