Paixão Secreta (Capítulo 1)

24 de Junho de 2014 Misteryon McCormick Contos Eróticos 4322

Reportagem especial (UOL)
Dona de Casa revela na Internet: A pílula milagrosa que curou a disfunção erétil do MARIDÃO pra sempre! Ler matéria




CAPÍTULO UM: Addicted To Love





Levantei o rosto bem devagar e senti a chuva. Realmente
amava aquele clima, aquela vibração que a chuva deixava no meu corpo. Corri
rapidamente e passava a mão no rosto tentando limpar a água gelada, mas a chuva
estava tão densa e caia tão forte que era em vão. Minha sorte era tão grande
que não havia nenhum lugar para que pudesse esperar passar, um lugar para que pudesse
apenas admirá-la. Pela primeira vez senti meu coração parar e tive que
descansar antes de continuar correndo. Olhava para os lados e quanto mais perto
chegava do meu destino mais pessoas via em carros e outras com guarda-chuvas.
Elas olhavam para mim e eu tentava não me importar.



- que droga – falei olhando para o relógio. Olhei
para os lados e atravessei a rua correndo.



Corria cada vez mais rápido e logo o avistei de
longe, tão grande quanto o céu e tão brilhante quanto um diamante. Conferi
minha mochila outra vez e vi que continuava seca. Tinha valido a pena pagar um
pouco a mais por um material impermeável. Continuei correndo e sentindo entre
meus dedos a chuva. Eu a via em câmera lenta e sabia que mais tarde teria uma
boa noite de sono.



A minha sorte é que não ia para o trabalho com a
roupa de trabalho se não estava fodido. Atravessei a rua mais uma vez, parei
para descansar e aproveitar aquele momento final. Estava a apenas alguns passos
de distância. Dei um passo em direção a rua e um carro passou jogando lama em
cima de mim me fazendo tremer de raiva e engolir um pouco.



Me olhei e vi o quão sujo estava. Olhei adiante e
vi que o carro deu ré e assim que parou na minha frente o motorista abriu o
vidro.



- foi mal eu não te vi – falou Steve.



- não tem problema – respondi com raiva. É óbvio
que estava mentindo.



- te vejo no trabalho Michael.



- é Mickey



No banco do carona estava Yivy que apenas deu um
sorriso falso e fechou o vidro. Steve se foi e eu fui obrigado a dar a volta e
entrar pelos fundos.



- idiota – falei comigo mesmo.



Fui pela escada de incêndio até o quinto andar que
é onde fica a área dos funcionários. Por sorte havia chuveiros e armários e é
lá que deixava minha roupa passada e pronta apenas para me vestir. Depois de
pronto olhei para o relógio e vi o quão atrasado estava. Quinze minutos. Fui em
direção ao elevador e ao chegar lá rumei em direção ao vigésimo andar. Apertei
o botão e esperei até que chegasse ao meu destino.



Meu nome é Mickey, mas a maioria me chama
simplesmente de Mike. Tenho vinte e um anos e trabalho como assistente pessoal em
uma empresa de entregas chamada DELIVERY.express. A empresa é uma
das dez melhores segundo o Los Angeles Post. A empresa foi
fundada em 1997 por três homens, os irmãos e Adam e Xavier White e Gregory
Lorde.



Adam, Xavier e Gregory são advogados e além de
administrarem a empresa os três mantem uma pequena advocacia chamada
WHITE/LORDE. A pequena advocacia fica três prédios a frente o que mantem fácil
o meu trabalho. Quando a advocacia cresceu os três sócios decidiram que
precisavam de ajuda para administrar as duas empresas e foi quando Steven King e
Yivy Smith se associaram. Eles são encarregados apenas da empresa de entregas.



Meu trabalho é facilitar o trabalho deles. Levar e
trazer documentos e informações, marcar reunião com sócios da empresa de
entregas e com clientes e advogados da WHITE/LORDE. Pode parecer muita coisa,
mas sou contratado de ambas empresas ,ou seja, recebo dois salários gordos. A
parte ruim de tudo é que esse trabalho deixou muitas pessoas com inveja e isso
meio que gerou um certo atrito entre mim e os estagiários da DELIVERY.express. Devido a isso esses
invejosos começaram a espalhar boatos de que eu era a “puta” do chefe. Nunca me
importei com isso pra valer, afinal eu faço meu trabalho bem e merecia os
salários que eu ganhava.



Moro na cidade de Monterey Park a 38 km do meu trabalho. De carro a viagem não passa
de trinta minutos, mas como não tenho esse luxo sempre vou de ônibus. Moro com
meu pai, Larry Knox, desde que eu tinha 4 anos de idade. Fui adotado por ele e
por minha mãe quando tinha essa idade. Infelizmente minha mãe faleceu em um acidente
de carro quando tinha apenas treze anos deixando meu pai e eu sozinhos.



Aos quinze anos de idade contei para meu pai sobre
minha homossexualidade e apesar do meu medo meu papai me aceitou muito bem. Não
sei se foi minha criação ou o fato de ter sido abandonado, mas minha família me
criou com muito amor e me mimou muito. Acabei crescendo um homem muito carente que
sempre procura a aceitação de todos e é isso que às vezes me deixa tímido ao
extremo e estraga minhas relações mais próximas.



Sou branco, tenho cabelos negros, olhos castanhos
escuros, 1,76 de altura e 76 quilos, corpo magro definido. Meu pai tem 1,90 de
altura, cabelos loiros, corpo definido. Meu pai seria conhecido como “parrudo”
no meio gay. Essa diferença óbvia sempre levantou suspeita por parte das
pessoas que não sabiam que eu era adotado. Muitas chegaram a insinuar que minha
mãe tinha traído meu pai. Lembro de uma vez quando era pequeno e estava no
colégio e um dos meus colegas disse que meu pai era chifrudo. Não sabia o que
significava isso na época e meu pai foi furioso a escola e arranjou briga com a
família dele. Meu pai sempre defendeu sua família e sua honra. Nunca vi meu
velho levar desaforo para casa.



Tenho um namorado e seu nome é Charley. Nós
namoramos a um ano de dois meses. Eu o conheci através de meu amigo em comum.
Charley e eu combinamos muito, de uma forma diferente. Muitas pessoas se
completam no amor nós nos completamos no sexo. Eu sou viciado em sexo. Quando
se houve falar em vicio se pensa em algo que seja ruim, mas não é bem assim.
Sou como todas as pessoas, mas não consigo me conter quando tenho a
oportunidade e a tensão sexual acontece. É claro que é um grande problema
porque significa que traio meu namorado, certo? Errado. Charley gosta de ver outros
homens transando comigo. Ele sente um enorme tesão e chega ao orgasmo em ver
outros homens cuidando de seu namorado. É por esse motivo que combinamos tanto.



Nunca tinha me ligado a uma pessoa do modo que sou
ligado a Charley. No passado nunca tive um relacionamento que durou mais de
três meses. Meus namorados sempre me pegavam traindo-os. Era um saco. Com dezenove
meu namorado Derek me pegou no flagra e quando tentei explicar dizendo que era
“viciado em sexo” ele me chamou de idiota sem coração. Derek também disse que
uma pessoa não podia se “autodiagnosticar” com uma doença psicológica. Decidi
então visitar um psicólogo, talvez nem fosse viciado como supunha. Meu pai
pagou pelas sessões sem fazer perguntas. Papai sempre me apoiou em tudo.



No fim das contas meu psicólogo, Dr. Nathan
Holloway, acabou me diagnosticando com Hipersexualidade, ou seja, tenho um transtorno
sexual caracterizado por um nível elevado de desejo e atividade sexual. Dr.
Holloway disse que não tenho um nível muito elevado, o que é bom. Ele me deu
duas opções.



Primeira: ter sessões semanalmente para reprimir
esses sentimentos e visitar três vezes por semana um grupo chamado de DASA (Dependentes
de Amor e Sexo Anônimos).



Segunda: Ter sessões semanalmente para lhe dar com
esses sentimentos e tentar me adequar a essa vida.



Como foi diagnosticado com um nível baixo na escala
“perversão” Dr. Holloway me aconselhou a escolher a última opção. Disse que
poderia viver normalmente se me adequasse a vida. Segui seu conselho e decidi
que devia me adequar a essa vida. Nas semanas seguintes ele me mostrou que uma
pessoa como eu poderia ter uma vida normal. Uma das minhas opções era encontrar
um parceiro sexual que estivesse disposto a ter uma vida sexual aberta. Charley
foi como uma luva. Depois de um ano de namoro, dr. Holloway decidiu que não
precisava mais visitá-lo.



O elevador finalmente chegou no vigésimo andar.
Assim que as portas se abriram sai e fui direto para a recepção. Deixei minhas
coisas e peguei a agenda eletrônica fui até a sala do Adam explicar o motivo do
atraso. Cheguei próximo a porta e bati entrando.



- pode entrar – falou Adam.



- bom dia – falei entrando na sala e me dirigindo
até a mesa – Adam, me desculpo pelo atraso, devido a chuva forte houve um
acidente com o ônibus e eu tive que descer antes do meu ponto e vir correndo e
para variar quando cheguei aqui em frente um idiota jogou lama em mim e eu tive
que tomar banho e lavar todas as minhas coisas.



- não tem problema – falou ele coçando sua barba
grisalha – Conheço muito bem o lugar onde moramos.



- prometo que não vai voltar a acontecer.



- minha reunião com aquele cliente ainda está
marcada?



- DELIVERY.express ou WHITE/LORDE?



- onde nós estamos? – perguntou ele olhando para
mim.



Como nós estávamos na DELIVERY.express abri a
agenda e olhei os horário.



- sim senhor. Ás quatorze horas.



- Obrigado Mike.



Me virei para sair e ao chegar a porta ele chamou
minha atenção.



- por favor me avise uma hora antes.



- tudo bem senhor.



Coloquei a mão na maçaneta e abri a porta. Steve
estava do outro lado da porta segurando a maçaneta fazendo o mesmo que eu.



- bom dia Adam – falou Steve olhando para ele, em
seguida Steve levou seu olhar até mim – Mike meu querido vejo que já se lavou
da lama que joguei em você.



Quando Steve disse isso minha cara foi no chão e
voltou. Sem graça olhei pelo canto do olho para Adam e ele olhou para mim com
uma expressão não muito boa coçando a barba novamente. Adam sempre fazia isso
quando estava tendo uma ideia.



- com licença – falei saindo da sala e indo até a
recepção.



Puta merda, como dava fora. Tinha chamado Steve de
idiota para Adam e nem tinha percebido. Tentei esquecer isso, mas como disse era
costume meu ficar remoendo as coisas no peito até que estivesse resolvido.
Depois de pensar bastante decidi que no fim do dia iria conversar com Adam
sobre o que tinha dito, mas por hora precisava se concentrar no meu trabalho.



Alguns minutos depois de iniciar meu expediente, Gregory
saiu do elevador e veio em minha direção. Gregory é um homem bonito, tem
quarenta e cinco anos, cabelos cgrisalhos, mais para o lado de brancos e olhos
azuis. Ele tem uma boca sexy, mas o que chama mais nele é seu jeito sensual de
homem mais velho e maduro. Ele é um verdadeiro coroa gostosão.De todos os donos
ele é o mais simpático comigo.



- bom dia Mike – falou ele vindo até mim.



- bom dia Gregory.



- Adam já chegou?



- chegou sim senhor e Steve está lá com ele.



Ele deu uma piscadinha com o olho direito e entrou
na sala. Passou-se mais um tempo e logo chegou Yivy.



- bom dia Mike, sinto muito pelo que o Steve fez
hoje mais cedo, ele devia ter mais cuidado.



- bom dia Srta. Smith, não tem problema sei que ele
não fez por mal.



Ela deu um sorriso e foi até a sala e entrou. Quando
pensei que poderia me concentrar mais um chega. Dessa vez Xavier.



- bom dia Mike.



- bom dia Sr. White.



- Mike meu irmão já chegou?



- chegou sim senhor.



- Mike você me faz um favor?



- claro.



- pode ligar para minha esposa e dizer que só a
verei a noite? Ela não vai querer ouvir isso e não queria chateá-la, ela não
vai ter reação ruim se você ligar.



- não se preocupe senhor, vou ligar para ela.



- valeu Mike.



Ele entrou na sala. Era o último. Fiquei entretido
digitando uma planilha quando Adam abriu a porta.



- Mike você pode vir aqui por favor? – disse isso
entrando na sala.



Peguei a agenda e fui até á sala. Adam e Steve
estavam sentados e Gregory, Yivy e Xavier em pé.



- Mike qual o melhor dia para que faça uma viagem
para New York?



- no dia doze senhor. Dia onze é o aniversário do
seu filho caçula e sua esposa me disse que se você não for ela vai ficar muito
chateada. Tentei amenizar porque o que ela realmente tinha dito que faria. Não
poderia falar em voz alta, não sem antes tomar umas doses.



- você pode comprar passagens para todos nós?



- posso sim – falei marcando o dia na agenda – vão
se hospedar no hotel de sempre?



- sim – respondeu Adam – temos uma reunião com um
potencial investidor, se o contrato for fechado seremos encarregados da
entregas de sua empresa de papéis em todo o país.



- Mike – falou Steve – você pode por favor pedirem
para eles limparem o quarto antes de eu ir?



- quer que eles limpem o quarto duas vezes? –
perguntei.



- sim, algum problema? – falou ele.



- não senhor.



Marquei mais esse detalhe.



- mais alguma coisa senhor?



- quando terminamos aqui a reunião, você poderia
vir a minha sala novamente, por favor?



- sim senhor – falei saindo da sala e indo até a
minha mesa para poder comprar as passagens. Peguei o telefone para comprar as
passagens.



O que Steve tinha de bonito tinha de arrogante,
convencido e idiota. Steve tinha cabelos pretos e usava uma barba bem ralinha.
Steve tem um corpo totalmente definido, ele vai a academia pelo menos três
vezes por semana o que deixava seu corpo totalmente desejável. Mesmo com toda a
arrogância e falta de educação não deixava de sentir atração por ele. Depois de
tanto tempo recebendo os sapos e as idiotices que ele tinha feito eu deveria
odiar a presença dele, mas a verdade é que Steve é um colírio para meus olhos.



Adam e Xavier são muito parecidos. Adam tem 43 anos
e Xavier 40. Ambos usavam barba. Adam tem cabelos e barba grisalhos e Xavier
totalmente pretos. Todos os dois tem olhos na cor castanhos escuros. Nunca
tinha olhado para nenhum dos meus chefes de modo errado, é claro que já tinha
me masturbado pensando em todos os quatro: Adam, Xavier, Gregory e Steve. É muito
frustrante vê-los e tê-los perto de mim todos os dias e nunca poder tocá-los.
Dr. Holloway disse que um dos sintomas mais perigosos da Hipersexualidade é se
tornar obcecado e apaixonado por pessoas inatingíveis. Ele disse que a
masturbação é uma forma de saída.



Depois que marquei todas as passagens e pedi para
que o quarto do babaca do Steve fosse limpo duas vezes, passou-se 20 minutos e
todos saíram da sala. Peguei minha agenda e fui até a sala. Bati na porta e
Adam me mandou entrar.



- Mike por favor sente-se – falou Adam de costas
olhando pela janela que tinha atrás dele.



- você sabe porque te contratei Mike? – perguntou
Adam se sentando na cadeira.



- porque tinha um bom currículo?



- sim, foi um dos motivos, mas sabe o motivo que me
fez o contratar de verdade? – falou Adam.



- “me ferrei” – pensei – não faço a mínima ideia
senhor.



- confiança. Durante entrevista você deixou bem
claro ser uma pessoa de confiança.



- sim senhor. Nada do que acontece nesse prédio ou
na WHITE/LORDE ou na vida pessoal do senhor ou de qualquer um dos outros quatro
sai da minha boca.



- excelente, obrigado pela lealdade – falou ele.



- você sabe que o maior motivo por eu ter
contratado um homem foi por causa da minha esposa?



- sim senhor.



- ela tem muitos ciúmes e acha que eu tinha um
caso.



- sim senhor.



- e sei que Megan fala com você Mike. Eu sei que
você é amigo da minha esposa e ela pergunta sobre minha vida para você.



- sim senhor, ela me questiona sobre tudo,
especialmente se existe outra mulher em sua vida. Eu não digo nada é claro. Sei
dobrá-la muito bem – falei convicto – com todo o respeito.



- obrigado pela lealdade – falou ele.



- senhor, gostaria de pedir desculpas pelo o que eu
falei sobre o Steve mais cedo.



- não precisa se desculpar Mike, Steve é um idiota
mesmo além do mais ele não pode te demitir se Xavier, Gregory e Eu não
permitirmos e pode ter certeza que se depender de mim você não será mandado
embora.



- obrigado senhor. É bom saber que sou valorizado.



Adam ficou em silêncio e por alguns segundos coçou
a barba.



- Mike eu preciso que você compre mais uma
passagem. – falou ele.



- sim senhor – falei pegando a agenda para anotar.



- o nome dela é Brittany Perkins.



- sim senhor, preciso reservar outro quarto no
hotel? – perguntei sabendo que a resposta seria não.



- não. – respondeu ele se levantando. Eu me
levantei junto com ele – fico agradecido.



- não se preocupe senhor, tenho um contato com uma
funcionária da empresa aérea e ela pode mudar o nome da pessoa na passagem.



- obrigado por isso.



Eu me virei e fui até a porta.



- Mike, sua namorada deve ser uma garota de sorte,
um dia gostaria de conhecê-la.



- sim senhor.



- é sério. Você trabalha aqui



Eu dei um sorriso sem graça, disfarçando e sai da
sala indo em direção a recepção. Coitado, Adam não fazia ideia. Minha “garota
de sorte” tem um pênis de vinte e três centímetros e adora ver outros homens
metendo em mim.



Meu namorado, Charley, tem 25 anos, cabelos
castanhos claros, barba, tem o corpo magro e definido com alguns pelos no
peito. Tem a pele clara e por baixo das roupas mais clara ainda. Do tipo que
precisa tomar sol de vez em quando.



Logo comprei a passagem de Brittany e pedi que a
minha amiga na companhia colocou o nome de Brett e caso a esposa de Adam
encontre o recibo ou algo parecido não desconfiará de nada.



No fim do expediente arrumei minhas coisas e para
meu azar mais uma vez choveu. A chuva que eu tanto amava no começo do dia agora
era odiada por mim. Não muito, afinal eu ainda tremia de felicidade e nostalgia
quando ela passava entre meus dedos.



O fim de semana chegou e no sábado levantei-me
cedo. Tomei um banho na água gelada e a caminho das escadas vi a porta do
quarto do meu pai entreaberta e ao olhar dentro percebi que ele já tinha se
levantado. Desci as escadas e vi meu pai na cozinha sentado tomando seu café
com seus óculos lendo seu jornal.



- bom dia paizão – falei dando um beijo no rosto
dele.



- bom dia filho – falou ele dando um beijo no meu
rosto.



Sentei-me ao lado dele e peguei um pão doce dando
uma mordida. Olhei para ele e meu pai continuava lendo seu jornal hipnotizado.
Papai continuava com seu cavanhaque, ele nunca tinha mudado seu visual desde
que mamãe tinha morrido.



Fiquei calado olhando para ele e desviando o olhar
quando ele olhava pra mim. Nós tínhamos realmente um “elefante na cozinha”. Não
dizia nada e ele muito menos. Comi o pão e peguei um copo de leite com café e
peguei outro pão doce. Dei uma mordida e depois outra.



- filho o que você quer me dizer?



- dizer o que? – falei.



- quando você fica assim calado é que você quer
dizer algo, mas não tem certeza se diz – falou ele fechando o jornal e tomando
um gole do café.



- não é nada. É que... sei lá.



- o que é Mike?



- é que, essa semana na empresa aconteceu algo
curioso.



- o que foi? Tem algum palhaço te importunando?
Alguém que eu precise quebrar os dentes?



- não pai não é isso. É que... ontem tive que ir
nos andares inferiores dar alguns recados que meu chefe mandou e eu passei por
um grupo de funcionários e eles falavam sobre mim. Um deles falou para o outro:
“olha lá, vestido assim parece até um homem”.



Vi que a expressão do meu pai não foi de alegria,
ele detestava quando eu contava essas coisas, ele não suportava quando sofria
preconceito e sua vontade era de matar quem o tinha feito. Papai é muito
orgulhoso para deixar algo como isso acontecer e não fazer nada, mas dessa vez
ele precisava deixar passar. Não queria ter contado, mas precisava desabafar.



- você disse alguma coisa? – perguntou ele.



- não, eu apenas fiquei pensando naquilo o dia
inteiro.



- não fique pensando nisso filho.



- tudo bem pai.



- você sabe que não é porque você é gay que você
seja menos homem. Você é muito mais homem do que muitos fodedores de buceta por
ai.



- eu sei, é que às vezes fico imaginando minha vida
se não fosse gay, se as pessoas me respeitariam mais – tomei um gole de café.



- porque você não disse isso para o seu chefe?



- não faria isso pai, além do mais Adam não sabe
que sou... o senhor sabe... gay.



- mesmo assim, você devia contar e fazer com que o
palhaço perdesse o emprego.



- seria pior, todos já dizem que eu sou a “puta”
dele... – aquilo saiu sem querer. Meu pai não sabia sobre essa fofoca que
rolava no trabalho.



- como é que é? – perguntou ele em um tom mais
sério – que história é essa?



- não é nada pai… – respondi sem dar muita
importância. Vi que meu pai não engoliu e decidi continuar – é que algumas
pessoas invejosas no trabalho ficam dizendo bobagens.



- eu quero que você peça demissão.



- pai isso vai ter em todo trabalho. Deixe-os dizer.
Não me incomodo, não devo nada para eles. Estou mais preocupado com o que você
pensa do que essas pessoas.



- com o que eu penso? Como assim?



- o senhor sabe…



- o que?



- às vezes me pego imaginando se o senhor... sei
lá... não se arrepende de ter adotado justamente um gay. De todas as crianças
normais, tinha que pegar logo a mim.



Meu pai tirou os óculos e olhou pra mim respirando
fundo.



- Mike, se pegar você dizendo isso ou sequer
pensando nisso vou te dar uma surra.



- pode ser sincero, o senhor já pensou nisso.



- nunca pensei nisso Mike. Olha bem para minha cara
e me fala se eu já pensei uma coisa dessas. Eu te amo do jeito que você é. Você
é e sempre será meu garoto que gosta de outros garotos. Amo você do jeito que
é. Você sempre será meu Mickey.



- obrigado pai – falei dando um abraço nele.



- Você é meu filho e sempre vou te amar. Você é
normal, não consigo te dizer em palavras o quanto sua mãe te amava. Sua mãe e
eu sempre soubemos que você era gay, mesmo antes de você saber. Ela morreu
sabendo que você gostava de homens e sua maior preocupação era se você iria encontrar
um rapaz a sua altura, alguém que te respeitasse. Nossa maior preocupação não
era o que os vizinhos diziam sobre nós pelas costas, nossa maior preocupação
era se você encontraria um homem tão bom quanto eu.



- quem dera eu tivesse tanta sorte.



- Eu te amaria mesmo que você roubasse um banco ou matasse
uma pessoa. Eu provavelmente iria te ajudar a esconder o corpo e a fugir com o
dinheiro. Ficaria ao seu lado até o fim e te defenderia com unhas e dentes.



- ainda bem que não planejo matar ninguém. – falei
sorrindo e caindo uma lágrima do meu rosto – sinto falta da mamãe.



Deitei a cabeça no ombro dele tentando me
reconforta. Era bom sentir meu pai me abraçando. Me sentia amado e querido, só
papai fazia eu me sentir assim.



- te amo filho. Muito – falou ele beijando meu
rosto. Senti uma lágrima escorrendo de seus olhos. Limpei os olhos dele acariciei
sua nuca.



- Também te amo paizão.



A tarde por volta dás dezessete horas resolvi ligar
para meu namorado.



- oi amor – falou Charley atendendo.



- querido, onde você está? – falei ouvindo música
ao fundo.



- estou em casa.



- não mente pra mim



Ele então pausou a música.



- está vendo? Se estivesse em uma festa não poderia pausar a
música.



- estava pensando se você não quer vir hoje aqui em
casa para assistirmos a alguns filmes. Já faz uma semana que aluguei “Donnie Darko” na Blockbuster e você não
veio.



- eu apareço ai por volta das dezenove horas, pode
ser?



- combinado. Vou á locadora alugar outros filmes,
para que passemos a noite toda.



- tudo bem. Quando for a locadora me espere, quando
estiver indo pra sua casa passo lá e te pego.



- tudo bem, até a noite. Beijo.



- beijo – respondeu ele desligando.



Fui até meu pai o informar que Charley viria. Ele estava
sentado assistindo a um documentário na televisão.



- pai. Posso te falar uma coisa.



- claro. – falou ele colocando a televisão no mudo.



- Charley virá hoje a noite para assistirmos a
filmes. O senhor não se incomoda né?



- claro que não.

- obrigado pai. Vou à locadora alugar mais filmes.

- tudo bem.



- já vou saindo porque irei a pé.



- se você quiser te levo lá.



- não precisa, mas obrigado por se oferecer.



Subi as escadas e depois de um banho bem tomado
segui caminho até a locadora que ficava a quarenta minutos a pé. Uma boa
caminhada não me faria mal.




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